segunda-feira, 10 de agosto de 2009

ASPECTOS ECONÔMICOS DA CORÉIA DO SUL

Sul possui a décima segunda maior economia do mundo (14ª pela paridade de poder aquisitivo) e a terceira maior da Ásia, atrás apenas do Japão e da China (e da Índia, por PPA). Sendo principal dos tigres asiáticos, o país atingiu um rápido crescimento econômico com a exportação de manufaturados, um forte contraste em relação à estagnação econômica da Coreia do Norte, que piorou com o colapso da União Soviética. O PIB per capita da Coreia do Sul é cerca de 12 vezes maior que o norte-coreano.
Na década de 1950, a Coreia do Sul era um dos países mais pobres da Ásia. Ao final da Segunda Guerra Mundial, o país herdou um sistema econômico colonial projetado apenas para as necessidades japonesas. Grande parte da infra-estrutura do país foi destruída durante a Guerra da Coreia (1950-1953). Após a guerra, a Coreia do Sul tornou-se muito dependente do auxílio norte-americano.
Após o golpe militar liderado pelo general Park Chung-hee em 1962, a Coreia do Sul embarcou numa série de planos qüinqüenais para o desenvolvimento econômico. A ênfase foi direcionada ao comércio exterior com a normalização das relações com o Japão em 1965 e houve uma subseqüente "explosão" no comércio e nos investimentos, seguida de uma rápida expansão das indústrias leves e pesadas nas décadas de 1960 e 1970. Durante esse período, a economia sul-coreana cresceu numa média anual de 8,6%.
Esse crescimento fenomenal é muitas vezes chamado de "milagre do rio Han", que é o principal rio que passa pela capital e maior cidade do país, Seul. Nas décadas de 1980 e 1990, o crescimento continuou enquanto a Coreia do Sul transformava-se de exportadora de tecidos e sapatos em um grande produtor global de automóveis, eletrônicos, navios e aço e, mais tarde, campos de alta-tecnologia, como monitores digitais, celulares e semicondutores.

Sede da Samsung em Seul, uma das maiores empresas sul-coreanas.
O modelo sul-coreano de encorajar o crescimento de companhias grandes e competitivas internacionalmente através de financiamento fácil e incentivos fiscais levaram à dominância dos conglomerados controlados por famílias, conhecidos como chaebol, que cresceram com o apoio do regime Park. Algumas viraram corporações globais, como Hyundai, Samsung, Daewoo, LG e Pantech. Em 2004, combinando tudo isso, a Coreia do Sul entrou no "clube das economias globais trilionárias".
Desde a crise financeira asiática de 1997, o cenário empresarial mudou consideravelmente, resultado de grandes falências e reformas do governo. A crise expôs fraquezas persistentes na economia sul-coreana, como um setor financeiro indisciplinado e elevados empréstimos estrangeiros, o que acabou levando a duas rodadas de reestruturamento financeiro e econômico, em 1997 e em 1999, após o colapso da Daewoo. O colapso da empresa foi considerado uma das maiores falências da história. Em 2003, somente metade dos 30 maiores chaebol de 1995 ainda restavam.
Entre 2003 e 2005, o crescimento econômico moderou-se para cerca de 4% ao ano. Uma queda no poder aquisitivo do consumidor, atribuída a enormes dívidas pessoais no sistema de cartões de crédito, foi ofuscado pelo crescimento de exportações, especialmente para a China. Em 2005, o governo propôs uma reforma na legislação trabalhista e um esquema de pensão corporativa para ajudar a deixar o mercado de trabalho mais flexível, assim como novas políticas no mercado imobiliário para amenizar a
speculação imobiliária.

Uma inflação moderada, baixo nível de desemprego, muitas exportações e boa distribuição de renda caracterizam a economia da Coreia do Sul.Uma recente reunião histórica de três dias entre o presidente da Coreia do Sul, Roh Moo-hyun, e da Coreia do Norte, Kim Jong-il, firmou um acordo de reconciliação permanente e pela aproximação econômica entre os dois países. O último encontro havia sido realizado em 2000 e uma multidão recebeu os dois presidentes na capital norte-coreana. O documento de oito pontos estipula que "O sul e o norte compartilham da opinião de que devem encerrar o atual sistema de armistício e criar um sistema permanente de paz".

Desde que a península coreana foi dividida entre Norte e Sul após a guerra da Coreia, entre1950 e 1953, até hoje os dois países permanecem tecnicamente em guerra. Existem cerca de dois milhões de soldados na fronteira entre os dois países. As negociações pretendem também iniciar um processo de acordo de paz com a participação de outros países, como EUA e China. Pela primeira vez em 50 anos trens de carga poderão funcionar entre os dois países.

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